domingo, 4 de agosto de 2019




AQUELA PEDRA CINZENTA
Ao longe por aquele caminho no monte
Naquela pedra cinzenta onde me sento
De cada vez que saio em longos passeios
Vejo o céu e a terra, o mar e as nuvens
Dali vejo tudo, vejo o mundo e vejo-te a ti.
Daquela pedra cinzenta onde me sento
Vejo o casario, vejo o rio e vejo a noite.
Lá no fundo, uma luzinha amena que me acena
Naquela minúscula terriola onde te abrigas
Ilumina a minha sombra, ilumina os meus sonhos.
Daquela pedra cinzenta onde me sento
Tenho vontade de abraçar o mundo
Tenho vontade de te abraçar a ti
Abraço as nuvens que me levam por companhia
Ao encontro dos teus braços que me chamam
Procuro abrigo por entre as pedras do caminho
Indiferentes ao meu apressado passo.
Daquela pedra cinzenta onde me sento
Vou ao encontro dos teus sonhos
Neles encontro o que procuro e sinto
Que o sonho tem mais encanto e sabe
Que em qualquer caminho do monte
Os caminhos há muito prometidos
Farão percurso por entre muitos
Deixando marcados no tempo que se escoa.
Naquela pedra cinzenta onde me sento
Teus braços envolverão, os meus que te abraçam
E ao mundo mostrarão que o sonho se transformou
Na mais bela história de amor jamais escrita.
Naquela pedra cinzenta onde me sento
De cada vez que saio em longos passeios

António Inglês.

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