domingo, 18 de agosto de 2019


VOLTEMOS À GREVE


MOTORISTAS DE MATÉRIAS PERIGOSAS DESCONVOCAM A GREVE QUE DURAVA HÁ SETE DIAS


Como por milagre, após ter escrito e publicado o meu texto anterior sobre a greve dos motoristas de matérias perigosas, eis que reunidos em plenário decidiram desconvocar a greve.

Resta saber das boas, ou nem tanto, intenções dos trabalhadores e do seu Sindicato representado pelo Dr. Pardal uma vez que a partir desta altura começa uma nova negociação. Se as partes continuarem intransigentes nas suas imposições então voltaremos à paralisação do país mais uma vez. Custa-me compreender como duzentos ou trezentos cidadãos, mesmo admitindo que tenham razão na luta que iniciaram, possam paralisar assim um país inteiro sem qualquer contemplação para a economia nacional.

Parece que está agendada uma nova reunião entre todos, sindicatos e governo para a próxima terça feira. Esperemos que tudo chegue a bom porto a bem da nação. 

A.I.



FALEMOS DE GREVES

Uma greve por mais justa que seja não pode de forma nenhuma colocar em causa a estabilidade social de toda uma população, nem tão pouco afectar a economia de um país e muito menos um país poderá ficar refém dos interesses pessoais de um qualquer individuo por mais inteligente que seja. Vem isto a propósito da greve dos motoristas de matérias perigosas que se prolonga já por sete dias. Não há muito tempo que paralisaram pela primeira vez o país reivindicando os seus legítimos direitos e ao que parece obtiveram resultados dessa Accão. Não satisfeitos com as melhorias obtidas vieram agora passado pouquíssimo tempo ao campo de batalha com nova greve, em pleno Agosto, tentando paralisar de novo um país cuja seu principal motor económico é o turismo. Ao que parece exigem agora nova discussão salarial e evocam fuga aos impostos por parte do patronato, uma vez que o ordenado base é praticamente o mínimo e o restante é-lhes pago em subsídios ou ajudas de custo.
Por ser uma discussão privada entre patrões e empregados a opinião pública nunca tomou conhecimento do então discutido e aprovado, nem isso era do interesse público, diga-se. No entanto tal negociação motivou novo conflito, sinal de que nem tudo estava a ser cumprido ou pelo menos existiriam situações menos claras que necessitariam nova discussão.
Não discuto o processo negocial porque não tenho condição técnica para o fazer ou avaliar, mas na qualidade de cidadão, sinto-me no direito de querer saber como decorrem as negociações dado que toda esta greve prejudicou toda a população portuguesa da qual faço parte.
É assim que com fundamento apenas na comunicação social percebo que o radicalismo de ambas as partes provoca o prolongar de uma situação gravíssima que não se sabe como vai acabar. Cada uma das partes defende os seus interesses e a razão desconhecemo-la por completo, mas acredito que esteja algures entre o que cada um defende. Se cada uma das partes não estiver disposta a ceder jamais encontrarão o acordo que conduza não só à estabilidade do sector, mas sobretudo à paz social.
Interrogo-me, no entanto, com muitas dúvidas, que são públicas referentes à discussão, desde logo porque entendo que quando os contratos laborais entre patrões e empregados foram assinados, as condições estavam explícitas e foram assinados por acordo entre as partes. Compreendo que durante vinte anos (como defendem os trabalhadores) os referidos contratos não tenham sido revistos, mas também verifico que durante todos esses anos nenhum trabalhador se manifestou talvez porque a forma como era pago lhe deu jeito a ele e claro ao patrão. Agora que as reformas de muitos se aproximam é que percebem que durante todos esses anos andaram erradamente a receber com um salário baixo que para efeitos de reforma ou baixa os prejudica. Pois é, não é caso virgem e não só neste sector, mas também em muitos outros. O sistema instituído interessava às partes e foi sendo prática corrente. Uma outra dúvida que tenho prende-se com o ataque cerrado vindo de muitos quadrantes políticos visando apenas a critica ao governo notoriamente com fins políticos que escondem a vontade claramente expressa de desgaste governamental. O poder é tentador, mas não acho que nestes casos privados o governo tenha de se intrometer a menos que a situação se extreme e ponha em causa o bem público e a paz social do país. É o que está a acontecer e na minha opinião muito bem. O governo actuou com sentido de estado e a população foi salvaguardada e pouco sentiu com esta greve.  
 Que as partes se entendam em novas negociações, com a mediação do governo, de uma vez por todas porque as grandes empresas que actuam neste sector têm obrigação de remunerar bem os seus empregados dada a responsabilidade e perigosidade da actividade. Por sua vez que os motoristas percebam que a sua liberdade termina precisamente onde começa a dos outros e não se deixem conduzir por sindicalistas cujos interesses se misturam entre os interesses dos trabalhadores e a ambição política.

AI.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

DIZ - ME MÃE




HOJE LEMBREI-ME DE TI MÃE!

Temos dias em que a nossa memória está mais viva,mais agressiva e sentimos uma saudade imensa. Só que esta lembrança não foi por acaso. Algo te dizia mãe que hoje o dia seria diferente. E foi! Foi especial, talvez um dos melhores dias da minha vida. Obrigado mãe, seja lá como for que adivinhaste.

DIZ-ME MÃE

Tu não tens culpa mãe, de eu ser só isto

Havia dois caminhos, do diabo e de Cristo

Um terceiro inventei e nele me perdi

Então criei sozinho um outro mundo, tão belo

Tão perfeito como a curva suave do teu peito, que não vi

Mãe quero ser pequenino, que os meus primeiros passos

Sejam iguais aos do menino saído dos teus braços, sem ambição

Tu não tens culpa mãe, de eu ser só isto, perdão
Diz-me, diz-me, minha mãe

Na tristeza desta hora

Quantas dores eu te custei

E te dei pla vida fora

Diz-me, se quando dormia

Nesse teu colo divino

A tua alma não pedia

A Deus, pelo teu menino

Diz-me tu, que me geraste

Meu vaso, minha raiz

Quantas lágrimas choraste

Plas loucuras que fiz
Todas as dores do passado

E do presente também

Descansa-as neste meu fado

Boa noite minha mãe

A ACADEMIA SÉNIOR DE CAMINHA NA FEIRA MEDIEVAL DE CAMINHA 2019



A nobreza tem sempre este porte


O Duque de Caminha, a Duquesa e a sua corte


...um novo Duque mas a mesma nobreza


Em apresentação ao Rei


PEQUENO APONTAMENTO DA PARTICIPAÇÃO DA ACADEMIA SÉNIOR DE CAMINHA NA FEIRA MEDIEVAL DESTE ANO DE 2019 EM NOME DA CASA DO DUQUE DE CAMINHA

domingo, 4 de agosto de 2019

DE REGRESSO À BLOGOSFERA DEIXO-VOS CESÁRIA ÉVORA - REGRESSO




BONS AMIGOS!
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora para consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direcção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
Machado de Assis.



AFIFE.
ABRAM A JANELA. QUERO VER O MAR!

Pelas terras do Alto Minho, nesta lindíssima região que tanto fascínio me provoca, deixei-me levar durante alguns minutos (muitos) pela saudade. 
De olhos postos no mar de Afife, não foi fácil arrancar-me dali porque a memória se agarrou àquela areia.
A alma ficou-me enfeitiçada pelo rebentar das ondas, que carinhosamente abraçam os rochedos e os sentidos rendidos ao aroma que o sargaço teima em me oferecer.
Recuei no tempo e fiquei paralisado de olhos fixos no MAR cujo efeito hipnotizador me permite viajar pelo tempo em poucos segundos.
Ao contemplar a saudosa imaginação por entre as dunas de Afife, percebi que o meu destino está definitivamente ligado ao mar. Não a um mar qualquer, mas àquele mar da minha praia de menino onde tantas aventuras, tantas promessas, tantas paixões me marcaram indelevelmente..
Quando a hora chegar, quero dizer o mesmo que Rosália de Castro disse ao ver a morte aproximar-se:
“ABRAM A JANELA. QUERO VER O MAR!”
António Inglês


HARMONIAS FAMILIARES

Numa destas tardes, dei comigo a pensar na família e em como as coisas se passam de forma tão harmoniosa no seu seio. Sempre tive para mim que o consenso é meio caminho andado para o êxito de qualquer projeto, embora não dispense uma discussão prévia da matéria em apreciação. Ao longo dos anos, pela vivência comum, acabamos por nos habituar uns aos outros e quase já pensamos todos da mesma maneira pelo que é fácil encontrar sintonia de opiniões que nos permitem levar a vida com uma perna às costas.
E se divergências existirem, havendo amizade, companheirismo e convergência de interesses, acabamos por chegar ao entendimento. É assim nas empresas e é assim na família. Por isso deixo-vos esta pequena experiência sobre muitas situações que se deparam aos membros de uma família, neste caso, mulher, marido e filho, no dia a dia. Poderia ter optado por uma família mais numerosa mas aí, as coisas tornar-se-iam mais complicadas e assim fiquei-me por um agregado familiar mais reduzido.
Vejamos então.
Ao acordar.
Ela:
- Bom dia querido!
Ele:
- Bom dia, onde raio estão os meus chinelos?
O filho:
- Vocês precisam de falar a gritar????
Ao sair para os trabalho.
Ela:
- Vou só dar um jeito ao cabelo e saio já!
Ele:
- Não sei que fazes tu logo pela manhã que demoras sempre tanto...
O filho:
. Quando estiverem prontos... chamam-me...
No carro.
Ela:
- Precisas de ir tão depressa?
Ele:
- Quem vai ao volante sou eu, ok?
O filho:
- Pai, olha as horas!
No restaurante.
Ela:
- Está-me a apetecer um peixinho.
Ele
- Que pena não haver cozido...
O filho:
- Para mim é picanha!
No emprego.
Ela:
- Bom dia a todos.
Ele:
- Bolas, nunca mais chega a reforma!
O filho:
- É malta!
Numa ida às compras.
Ela:
- Pronto, agora já sei onde vamos às compras porque já me confrontei com os preços.
Ele:
- Tínhamos mesmo de andar a passear pelos Supermercados todos? O que gastei em gasóleo dava para comprar um pouco mais caro e mais perto de casa, não?
O filho.
- Tenho de andar com vocês às compras?
Numa tarde de domingo.
Ela:
-Não vamos dar uma voltinha?
Ele:
- Apetece-te mesmo sair?
O filho:
-Vou sair com a malta, posso?
Numa ida ao cinema
Ela:
- Podíamos ir ver um filme romântico...
Ele:
- Ora, romantismo a esta hora? Vamos é ver uma comédia!
O filho:
- Sempre as mesmas tretas, quando é que vamos ver um filme de acção?
Ao jantar.
Ela:
- Onde jantam vocês? Não vêm à mesa?
Ele:
- Janto em frente ao televisor que quero ver a bola.
O filho:
- Ó mãe, eu janto em frente ao computador, que estou a falar com uns colegas...
Escolhendo o canal de televisão.
Ela:
- Podes pôr na quatro por causa das novelas?
Ele:
- Vai ver no escritório porque nesta estou a ver a bola!
O filho:
- Nunca se consegue ver a SIC Radical cá em casa....
Ao deitar
Ela:
- Não podes apagar a luz?
Ele:
- Ainda não, tenho de acabar de ler este livro!
O filho:
- Chamaram-me?
...... responde o pai lá do quarto aos berros:
- Ninguém te chamou, apaga a luz e dorme que amanhã tens de te levantar cedo!!!
O filho cumpre, ele lê o resto do seu livro e ela adormece enroscada a ele, mesmo de luz acesa.
Estas situações são absolutamente virtuais, e a família foi escolhida entre tantas que sofrem os efeitos da subida do custo de vida actual, mas sabem uma coisa? No fim de contas tudo acaba por se compor e em bem e fico com a sensação de que quando assim não é... algo estará errado. Ou estarei enganado?
Um abraço a todos!
António Inglês.



A SORTE DA VIDA
Quis de mim tamanha sorte
Que em conversa com a morte
Fiquei sabendo da vida.
Horas longas de esperança
Que a memória sempre alcança
Na lembrança já perdida.
Luz e sonho, recordação
De tristeza sem razão
Pedi contas ao destino
Sem saber fui descobrindo
Que as contas feitas sorrindo
Estavam feitas de menino
Os sinais de maior dor
Foram chegando ao sabor
De aventuras incontidas.
Feridas houve mal curadas
Outras tantas já saradas
Em ambições desmedidas
De lamurias e queixumes
De lutas e de ciúmes
Foi rezando a minha história.
Percebi que a derrota
Feita em tons de uma nota
Fora afinal a vitória.
E a conversa com tal dama
Nos lençóis da minha cama
Reforçaram tamanha fé.
Aprendi naquela hora
Que deitado muito embora
Tinha vivido de pé!
António Inglês.



AQUELA PEDRA CINZENTA
Ao longe por aquele caminho no monte
Naquela pedra cinzenta onde me sento
De cada vez que saio em longos passeios
Vejo o céu e a terra, o mar e as nuvens
Dali vejo tudo, vejo o mundo e vejo-te a ti.
Daquela pedra cinzenta onde me sento
Vejo o casario, vejo o rio e vejo a noite.
Lá no fundo, uma luzinha amena que me acena
Naquela minúscula terriola onde te abrigas
Ilumina a minha sombra, ilumina os meus sonhos.
Daquela pedra cinzenta onde me sento
Tenho vontade de abraçar o mundo
Tenho vontade de te abraçar a ti
Abraço as nuvens que me levam por companhia
Ao encontro dos teus braços que me chamam
Procuro abrigo por entre as pedras do caminho
Indiferentes ao meu apressado passo.
Daquela pedra cinzenta onde me sento
Vou ao encontro dos teus sonhos
Neles encontro o que procuro e sinto
Que o sonho tem mais encanto e sabe
Que em qualquer caminho do monte
Os caminhos há muito prometidos
Farão percurso por entre muitos
Deixando marcados no tempo que se escoa.
Naquela pedra cinzenta onde me sento
Teus braços envolverão, os meus que te abraçam
E ao mundo mostrarão que o sonho se transformou
Na mais bela história de amor jamais escrita.
Naquela pedra cinzenta onde me sento
De cada vez que saio em longos passeios

António Inglês.


O SOL NA MINHA SALA
Num dia como qualquer outro,
A rotina ditava a sua vontade
Habituei-me a deixar cair os olhos
Nos cantos da vida onde se escondem
Sem perceberem que por ali
Os caminhos nunca deixarão de ser os mesmos
Na sala, o sol aquece-me a face
E o meu sofá deixa-se envolver
Pelos contornos do meu corpo.
Nada muda nem o silêncio das paredes
Nelas descansam os meus sonhos
Que ali encontram abrigo
Ao fundo, a janela sobre o mar continua fechada
E o mar, sempre o mar, faz-se ouvir de mansinho
Nada muda nem o silêncio das paredes
De rompante sem pedir licença
Algo invade aquele cenário tão redondo
O sol brilhou com mais intensidade
E o vento mudou a direção arrastando o meu olhar
A janela abre-se e provoca-me
Sinto a força que o mar me oferece
Lentamente elevo-me até ao parapeito
Absorvo o cheiro que aquela maresia me traz
Numa estranha paz interior
Senti que era capaz de voar
Ao longe o mar, aquele mar que me fascina
Brilha mais e atira-me num gesto inocente
A sua espuma impregnada de amor
Daquela janela, aproximei-me do êxtase
Sem perceber que a força que emana do horizonte
Mais não é que o indelével traço da recordação.
Olho para o interior da minha sala
Ali nada muda nem o silêncio das paredes.
Já não dá para voltar de novo ao remanso
A energia que me sacode vinda do mar
Leva meus pensamentos para outras paragens
Para lá da eternidade, para lá da solidão.
Senti-me bem, sereno e atraído pelo amor
O amor que andou encurralado entre a vida e o destino
E tomei a decisão.
Valia a pena voar e abraçar aquela nuvem branca
Valia a pena segurar o vento que me afagava
Senti as tuas mãos entre as minhas
Suavemente percorriam-me o corpo
Num abraço sôfrego de saudade.
Eras tu! Reconheci-te! Reconheci o teu cheiro!
Percebi o teu respirar e agarrei-me a ele como um louco.
Ajudou-me a entrar no limbo da imaginação
E entrei!
Do outro lado da minha janela, estavas tu
Linda, bela, qual ninfa desejosa do meu sorriso
E perdi-me por entre as rugas do teu cabelo
Outrora jovem, hoje meu!
António Inglês.





POR TERRAS DE ITÁLIA, MAIS PROPRIAMENTE EM VENEZA SENTINDO-ME ATRAÍDO POR UMA PIZZA GIGANTE. QUE SAUDADES.


RETRATO DE FAMÍLIA EM MODO DE CASAMENTO DE RICARDO E RAQUEL.


AFIFE Ó TERRA MINHA

Queria dizer-te ó terra minha, que das entranhas do teu ventre o milho nasce e o encanto das tuas eiras me trazem preso no bater cadenciado deste mangal que o peito encerra.
Queria dizer-te ó terra minha, que o aroma dessa manhã tão nossa, silenciosa, do mar vem por entre leiras que te enteiam num abraço.
Queria dizer-te ó terra minha, que das pedras negras do teu monte sobranceiro, a brisa desce enroscada em rosmaninho, soprando teu nome em cada gesto.
Se tu soubesses ó terra minha, quantas saudades das lages escuras das tuas veias, onde o sangue corre como nas minhas e se misturam para lá do tempo que nos resta.
Se tu soubesses ó terra minha, quantas noites inquieto em ti descanso, embrulhado em sonhos de promessas, de tanto querer a ti prender-me.
Se tu soubesses ó terra minha, que de tão longe teu cheiro alcanço, e a maresia que emana do teu mar, lança-me os braços num suave acenar, buscando o corpo que um dia teu será.
Se o meu tempo não fosse tão curto ó terra minha, encontraria a forma certa de te amar, e a tristeza que nos envolve a cada passo, acabaria também ela por se finar.
Queira o tempo que me falta ó terra minha, que o meu peito em ti descanse em chão molhado, que o fruto nascerá naquela hora, de um pomar num sonho tão desejado.
ANTÓNIO INGLÊS/2009


QUANDO A REPÚBLICA SE JUNTA À MONARQUIA EM BOA HARMONIA





Dérbi na Supertaça vai marcar início da próxima temporada







Este é o regresso da competição ao Algarve, após, em 2015, Sporting e Benfica também terem jogado o jogo de atribuição da Supertaça, no mesmo estádio.
Nessa partida foram os leões que venceram por 1-0.
Citado pela FPF, Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, manifesta-se «muito feliz» com a escolha do Algarve para a realização da Supertaça.
«É muito bem-vinda! O Estádio do Algarve é um belíssimo equipamento que está sempre disponível para grandes eventos e competições». O presidente do município algarvio fez questão de endereçar «os parabéns à Federação Portuguesa de Futebol por voltar ao Algarve. Será seguramente uma grande festa», remata Rogério Bacalhau.
Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, afirma que «só posso congratular-me pela decisão da FPF, pois a Supertaça é uma prova de grande prestígio do futebol nacional. Ainda por cima, este ano, vai colocar frente a frente dois dos grandes clubes portugueses e numa altura em que o Algarve está cheio de gente».
O autarca louletano assinala ainda «estes predicados, entre outros, como fatores que certamente pesaram na decisão que tem de ser saudada com muita alegria por todos os algarvios».
Já Carlos Alves Caetano, presidente da Associação de Futebol do Algarve (AFA), observa que «é com enorme prazer que a região recebe dois dos melhores clubes nacionais num evento que já acolheu noutros anos com assinalável êxito».
Para o presidente da AFA, «será mais uma festa inesquecível, uma vez que a Supertaça é um acontecimento sui generis por toda a animação que, a exemplo da Taça de Portugal, proporciona, criando também um espírito muito peculiar que se transporta para as próprias equipas. É um grande espetáculo que terá casa cheia».
A Supertaça vai ser jogada entre Sporting e Benfica devido ao facto de os leões terem ganho a Taça de Portugal e os benfiquistas a I Liga.
Esta será a primeira competição da próxima temporada 2019/2020 e vai logo pôr frente a frente os dois rivais lisboetas.

Fonte:Sul Informação
Foto da net

Meu comentário:
Que seja um jogo bem disputado, com fairplay e que vença aquele que melhor souber aplicar no campo a sua capacidade para levar de vencida o seu adversário.
Estou de volta


Boa tarde a quem conseguir mostrar-me. Estou de volta aos blogs e espero continuar pois estou um pouco cansado do facebook. Veremos até onde irei por aqui.