A SORTE DA VIDA
Quis de mim tamanha sorte
Que em conversa com a morte
Fiquei sabendo da vida.
Horas longas de esperança
Que a memória sempre alcança
Na lembrança já perdida.
Que em conversa com a morte
Fiquei sabendo da vida.
Horas longas de esperança
Que a memória sempre alcança
Na lembrança já perdida.
Luz e sonho, recordação
De tristeza sem razão
Pedi contas ao destino
Sem saber fui descobrindo
Que as contas feitas sorrindo
Estavam feitas de menino
De tristeza sem razão
Pedi contas ao destino
Sem saber fui descobrindo
Que as contas feitas sorrindo
Estavam feitas de menino
Os sinais de maior dor
Foram chegando ao sabor
De aventuras incontidas.
Feridas houve mal curadas
Outras tantas já saradas
Em ambições desmedidas
Foram chegando ao sabor
De aventuras incontidas.
Feridas houve mal curadas
Outras tantas já saradas
Em ambições desmedidas
De lamurias e queixumes
De lutas e de ciúmes
Foi rezando a minha história.
Percebi que a derrota
Feita em tons de uma nota
Fora afinal a vitória.
De lutas e de ciúmes
Foi rezando a minha história.
Percebi que a derrota
Feita em tons de uma nota
Fora afinal a vitória.
E a conversa com tal dama
Nos lençóis da minha cama
Reforçaram tamanha fé.
Aprendi naquela hora
Que deitado muito embora
Tinha vivido de pé!
Nos lençóis da minha cama
Reforçaram tamanha fé.
Aprendi naquela hora
Que deitado muito embora
Tinha vivido de pé!
António Inglês.

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